18.9.16

Biblioteca Hans Staden

Professor Júlio Madaraz, coordenador da Biblioteca Hans Staden

A Biblioteca Hans Staden, criada pelo Colégio Dominique em 1989, teve como acervo inaugural a doação de parte da biblioteca do professor e advogado Arnaldo Chieus. As primeiras ações foram marcadas pelo Programa de Incentivo à Leitura e a publicação de apostila sobre Folclore. Atualmente, é gerenciada pelo Instituto Salerno-Chieus e coordenada pelo professor Júlio Madaraz.

A Biblioteca Hans Staden é - na rede particular de ensino de Ubatuba - a mais completa, com mais de 10.000 livros (agosto/2017) à disposição de alunos, pais, professores, funcionários do Colégio Dominique e dos participantes dos núcleos culturais do Instituto Salerno-Chieus.

Seu nome é uma homenagem ao viajante alemão Hans Staden, autor de Duas Viagens ao Brasil, publicado originalmente em 1557 em Marburgo (Alemanha), sendo o primeiro livro no mundo a retratar as nossas terras.


Monteiro Lobato - que traduziu o livro em 1925 com o título Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil - considerou o feito de Hans Staden um marco na história de nosso país, declarando:

"Não há documento mais precioso relativo à terra brasileira em seus primórdios do que as memórias de Hans Staden...Obra de valor inestimável que deveria andar no conhecimento de todos brasileiros...uma obra que até nas escolas devia entrar, pois nenhuma daria melhor aos nossos meninos a sensação do Brasil menino."

Contribuindo para isso, Lobato lançou em 1927 uma versão infantil da história intitulada "As aventuras de Hans Staden".

Hans Staden veio ao Brasil no século XVI e participou de combates nas Capitanias de Pernambuco e São Vicente enfrentando corsários franceses e indígenas. Aprisionado pelos Tupinambás, no litoral paulista, quase foi por eles executado e devorado. Resgatado, conseguiu retornar à Europa, onde redigiu um relato sobre as peripécias de suas viagens e aventuras no Novo Mundo, uma das primeiras descrições para o grande público acerca dos costumes dos nativos americanos.

O livro conheceu sucessivas edições, constituindo-se num sucesso editorial devido às suas ilustrações, descrições de rituais antropofágicos, animais, plantas e costumes exóticos. Para estudiosos, a obra contém informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI.

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